Já escrevi muitas coisas que se perderam em meio a guardanapos de boteco, bloquinhos de anotações, versos de xerox e outros papeis mais. E quando eu procuro, a única pergunta que me vem à cabeça é "cadê o rascunho?". Nada mais sugestivo pra um blog. Se vou escrever com frequência não sei, mas pelo menos já sei onde guardar os rascunhos que produzir daqui pra frente.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Terapia do Adeus
“Toda vez que olhava aquelas almofadas que estavam em cima do sofá eu me lembrava da casa dela. No meio de tantos brinquedos e objetos interessantes naquela sala de terapia, a única coisa realmente prendia minha atenção eram aquelas almofadas, muito parecidas com as da casa dela. E quando a psicóloga, segurando nas mãos uma delas disse que as utilizava para simular experiências vividas com os pacientes, eu me senti dentro daquele apartamento de novo. Me veio uma infinidade de lembranças em menos de um segundo. Por fim, só consegui reparar brevemente o restante da sala quando me levantei para ir embora. Era como se eu tivesse indo embora da casa dela pra não mais voltar. Não queria ir, mas sabia que era a hora.”
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